terça-feira, 4 de julho de 2017

Possíveis resquícios de botija são encontrados em Nova Palmeira

Postado por Noticiando PB  | 



Ao realizar mais uma excursão na zona rural do município de Nova Palmeira, Seridó paraibano, na manha do último sábado, 1º de julho de 2017, o grupo de trilheiros “Nova Palmeira entre Rastros e Pegadas” se deparou com uma provável “descoberta” que instiga a curiosidade de historiadores, colecionadores de moedas e simpatizantes da cultura popular nordestina. Sempre escutamos, de pessoas mais velhas ou daquelas que recontam às experiências de familiares, estórias a respeito de botijas, as famosas e assombrosas “estórias de trancoso”.

Sabe-se que acultura popular nordestina possui uma diversidade incalculável de histórias referentes aos sonhos em que almas penadas presenteiam os vivos com artefatos em ouro e/ou prata, inclusive as ditas moedas, na tentativa de promover a libertação de sua alma da vida terrena, segundo o imaginário popular. Além disso, torna-se comum, entre as comunidades locais, narrativas de presentes oriundos das aparições de mortos donos de botijas, achamentos das mesmas e outros percursos narrados pela história oral, cantorias e literatura de cordel, provenientes dos acontecimentos misteriosos e fantásticos interligados a prática muito antiga, porém quase não mais realizada, de acumular riquezas materiais, como talheres de ouro, prata e moedas, e enterrá-las no solo de casas ou próximo às mesmas.



O que chama a atenção dos integrantes do grupo, neste caso em específico, é a situação e o local a qual os objetos foram identificados. Em meio às ruínas de tijolos de uma casa abandonada há tempos na zona rural de Nova Palmeira, com pequenas quantidades de restos de sua estrutura espalhada pelo chão, foi encontrado pedaços de madeira de uma porteira, uma embalagem de vidro do achocolatado Toddy, cujo data de fabricação correspondia ao ano de 1975, a metade de uma peça feita de barro, possivelmente uma jarra muito antiga, fragmentos de uma peça de porcelana e a curiosa e única moeda encontrada com data do ano de 1869,datação esta correspondente ao contexto do Brasil Império.

Pelas condições da moeda, percebe-se que a mesma estava há muito tempo naquele lugar, expostas as ações do tempo e do silenciamento de histórias não contadas. Portanto, é daí que surgem as inquietações: seriam possíveis resquícios de uma botija? Quem foram os habitantes daquele lugar? Quem arrancou a botija, quando, como e porquê essa(s) pessoa(s) foi a “escolhida” pela “alma”? Será que almas penadas realmente existem? Quais razões tirem feito o(s) sujeito(s) perder essa moeda, naquele lugar?

Diante disso, o grupo Nova Palmeira entre Rastros e Pegadas, que encontrou a peça de barro e a moeda de 1869, costuma fazer incursões na zona rural de Nova Palmeira acerca de dois anos, sempre fazendo visitações aos sítios arqueológicos do município, promovendo o ecoturismo e pesquisa em âmbito sóciohistórico e cultural, ofertando aos membros do grupo a geração de saúde com as trilhas ligadas à natureza. Sem dúvidas, o que foi encontrado é algo que estimula ainda mais ações desse tipo, com a pretensão de valorizar a história local, a fauna e a flora da nossa cidade e região.



Texto: Raony Borges e Ticiane Souza 

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Noticiando PB

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